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domingo, 7 de maio de 2017

VINHO EM POESIA

Nascido em 1986, na Galícia, Espanha, a Bodegas Martin Codax leva o nome do mais famoso trovador Galego-Português, que cantava sobre o amor ao mar.
Este vinho tem um rótulo alegre que já define boa parte da sua personalidade, pois é jovem e extremamente refrescante, mostra na taça uma cor amarelo-esverdeada com um intenso perfume que encanta os narizes mais exigentes. Seu aroma evoca notas florais e frutais, mineral e fresco, explode aromas de frutas cítricas como abacaxi e maracujá. Na boca tem alta acidez, uma leve picância e uma boa frescosidade que se harmoniza bem com peixes e saladas.
Albariño é uma das duas melhores castas para ostras, peixes, saladas, vieras, mariscos do mundo.
Como estes vinhos são da Galícia e os galegos, além do espanhol, falam também o galego-português. Virando a garrafa, um poema lírico trovadoresco de Martín Códax, século XIII.
A Bodegas Martin Codax cresceu e evoluiu sempre apoiando seu povo, sua terra e sua cultura. Uma cultura que promove mais de 40 países em todo o mundo. Um projeto que começou com o entusiasmo e esforço de um grupo de viticultores e hoje é uma realidade que tem feito da Bodegas Martin Codax emblema de vinhos brancos, dentro e fora das fronteiras espanholas.
Um ótimo vinho, com uma linda poesia.

quinta-feira, 2 de março de 2017

UM VINHO EM POESIA: Pêra-Grave

O Alentejo é a maior região de Portugal, de lá vem este vinho que dá extremo prazer de beber, de saborear.... Um vinho feito com alma.
Não é um vinho redondo, doce e nem aveludado, mas é um vinho que sabe a uva, que cheira a uva e a morangos, madeira queimada, pimenta e especiarias, tudo harmônico.

Sua cor Rubi carregado, seu aroma de frutos pretos maduros, já o sabor de primeira de fruta madura e chocolate.
Se harmoniza bem com pratos de carnes vermelhas condimentadas. Seu preço aproximado é de R$130,00.
Vale a pena experimentar!

Uma curiosidade, no comando da Quinta de São José de Peramanca, João Grave, a ligação e envolvimento familiar é tão grande que sua mãe, a poetiza Maria Tereza de Vasconcelos e Sá Grave, dedicou um poema a este vinho no seu livro "Frutos do Tempo".
Vale à pena a leitura:
Canção ao Vinho Pêra-Grave.

Ó vinho canção eterna
Vives bem numa taberna
Ou no palácio do Rei,
Sem orgulho de linhagem
Singelo na tua imagem
Não tens família, nem lei

Já Pedro Álvares Cabral
Levava no seu bragal
Quando embarcava em Belém,
O vinho de São José
O bom vinho já se vê
De Peramanca afinal!

O vinho é bom para a vida
A bebida preferida
Que Jesus abençoou,
Pêra-Grave já tem história
Está bem escrito na Memória
De quem um dia o provou

Já correste o mundo inteiro
És alegre, aventureiro
Como canta Túlio Espanca,
Mas foi aqui que nasceste
Nesta terra que escolheste

São José de Peramanca.