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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

COPO DE PITÁGORAS


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Pitágoras


Pitágoras (582 a.C. - 497 a.C.) foi matemático, inventor e grande filósofo, nasceu na ilha grega de Samos, no mar Egeu, no período Pré-Socrático. 

Há várias informações para uma data precisa de seu nascimento e morte, assim como também sobre a história do seu nascimento. 

domingo, 12 de agosto de 2018

Alvarinho Deu La Deu, o Vinho Verde que Homenageia uma Heroína Portuguesa do Século XIV

Vinho Se Preconceito - Alvarinho Deu La Deu, o Vinho Verde que Homenageia uma Heroína Portuguesa do Século XIV

A vós, que não podendo conquistar-nos pela força das armas, nos haveis querido render pela fome, nós, mais humanos e porque, graças a Deus, nós achamos bem providos, vendo que não estais fartos, vos enviamos esse socorro e vos daremos mais, se o pedirdes!

domingo, 14 de janeiro de 2018

MOSCATEL ROXO, O MELHOR


Moscatel Roxo
História da Casta Moscatel
Uma das castas mais antigas é a Moscatel, teria surgido no Oriente Médio, suas fontes estão ligadas a origem fenícia e egípcia. A moscatel se expandiu por todas as regiões da bacia mediterrânica e, desde a Antiguidade Clássica, o perfume característico e intenso é associado às cores quentes do Mediterrâneo.
Em Portugal encontram-se três tipos de: Moscatel Galego (ou Douro), Moscatel de Alexandria ou Graúdo (ou de Setúbal e, também, Moscatel Roxo, mais rara e a única casta tinta autorizada em vinhos licorosos na região de Setúbal).
A história do Moscatel na Península de Setúbal é milenar, tendo sido o século XIX decisivo no aumento da área de vinha na zona de Azeitão. A região de produção dos vinhos generosos de Setúbal viria, depois, a ser demarcada em 1907 juntamente com Colares, Carcavelos, Dão e Vinho Verde, sendo as primeiras regiões criadas após a do Vinho do Porto, em 1756.
O moscatel mais famoso de Portugal é de Setúbal e a fama tem-se afirmado pela qualidade e diferença.

Moscatel Roxo de Setúbal Premiado
O vinho moscatel Roxo da Bacalhôa é produzido inteiramente com uvas da casta Moscatel Roxo, de uma única colheita, de vinhas certificadas e plantadas nas encostas da serra da Arrábida, Região Demarcada DO Setúbal.
Com sua cor topázio escuro, seu aroma intenso, rico e complexo, com notas florais de flor de laranjeira e rosas, passas, amêndoas e mel. Seus sabores idênticos aos aromas sobre uma doçura bem equilibrada por uma boa acidez e adstringência, um conjunto com corpo, suavidade e boa persistência.
Harmoniza-se muito bem como aperitivo, fresco, com uma casca de limão, a acompanhar sobremesas confeccionadas com chocolate preto ou simplesmente como digestivo, com um bom café.
Sua temperatura ideal para o serviço é 14 - 16ºC
Este vinho é premiado em vários concursos internacionais, vale conferir, pois ele é ótimo.
Seu preço em Portugal em torno de 23,50 €, já no Brasil, seu valor é de R$ 198,00.
Bom brinde, Saúde!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A IMPORTÂNCIA DO VINHO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

“Noé plantou a vinha e tendo bebido do seu vinho, embriagou-se”, esta é a primeira alusão ao vinho na Bíblia.
A partir da Ásia, a vinha espalhou-se pelo Egito, Tracia (hoje, sul da Bulgária) e países mediterrânicos.
E assim começa a história do vinho e suas curiosidades como a adoração à Baco que ia além da simples veneração devida ao criador e protetor da videira. No início Baco apareceu como uma espécie de divindade suprema, contudo, logo se descobriu o seu caráter, o seu culto desenvolveu-se para o lado em que se desfrutava de todos os prazeres que o mundo oferecia.  As celebrações da vinha e do vinho em Atenas eram feitas em festas especiais como procissões e espetáculos dramáticos e tomavam um dia por ano totalmente dedicado a Baco, contudo os Bacanais, nasceram provavelmente no Egito, de onde passaram para a Grécia e mais tarde para Roma com um inusitado caráter de orgia, a tal ponto que os poderes públicos decretaram a sua suspensão em 186 A.C. A dedicação da vinha a uma divindade, a importância que se lhe dá nas escrituras bíblicas assim como o prestigio do vinho, presente em tantas cerimônias religiosas e não religiosas, levou ao desenvolvimento de um material pictórico riquíssimo que ilustra bem o tema e de grande valor documental. Desta forma, estão nos desenhos assírios, nas pinturas funerárias egípcias e nas as tábuas achadas em Cartago, Túnis e Marrocos, encontram-se referências à videira e ao vinho.
Já na literatura, existem autores como o poeta Hesíodo, os historiadores Heródoto e Xenofonte e o geógrafo Estrabão que relataram através de suas obras exatamente como estiveram repartidos os vinhedos na Antiguidade. Na Ásia prosperavam sobre as margens do golfo Pérsico, na Babilônia, na Assíria, no litoral dos mares Cáspio, Negro e Egeu, na Síria e na Fenícia. Palestina, pátria da fabulosa descendência de Canaã, possuía uma gama de vinhos de grande reputação que provinham de plantas selecionadas e cultivadas com esmero segundo os métodos que havia estabelecido à lei hebraica. 
A viticultura, do Egito estendeu-se rapidamente à Europa, primeiro na Grécia, com vestígios do templo de Baco. Os vinhos que se produziam nestas regiões eram levados em navios a Roma onde os vinhos gregos, que gozaram de renome durante muito tempo, alcançavam às vezes preços exorbitantes. Grandes consumidores de vinhos, as pessoas daquela época caiam frequentemente no excesso, em Roma, o vinho era proibido para as mulheres, desenhos antigos revelam o uso excessivo no Egito. Através dos exércitos romanos, a vinicultura chegou à Gália e foi até Lyon, passando por Helvécia, quando caiu no gosto dos gauleses e germânicos o seu consumo generalizou-se, chegando a Bordeaux. Já no século III, o vinhedo ocupava na Europa as mesmas regiões dos tempos atuais, incluídos os países do Danúbio, graças, sobretudo ao imperador Marco Aurélio, que quando a guerra o permitia, transformava suas legiões de guerreiros em pacíficos viticultores. Já na época do Renascimento, o mapa do vinhedo europeu coincidia aproximadamente com o atual. Com a colonização e a expansão do cristianismo a viticultura atravessou o mar chegando aos países da América de Sul, o México, a Califórnia, a África do Sul, e em alguns países islâmicos, como na Argélia, tomou novo impulso. Nesta, como em todos os países muçulmanos, havia sido travada pelos preceitos do Alcorão, que proibiam aos crentes o consumo de bebidas alcoólicas. Doze séculos depois de Maomé, a Argélia encontrava-se à altura dos principais países vinícolas do mundo. Porém, como sempre, o gênio e a perseverança dos homens sobrepuseram-se a estas contrariedades. Atualmente os métodos de vinificação alcançaram um grau de perfeição quase científico. Em época de voos espaciais e da ciência nuclear o vinho conserva todo o seu prestígio. Intimamente vinculado às origens da nossa civilização, constitui um de seus desenvolvimentos mais importantes e pacíficos. E ainda continua sendo a mais nobre das bebidas.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

VINHO DOS MORTOS: HISTÓRIA E TRADIÇÃO

O “Vinho dos Mortos”, da região de Trás-os-Montes em Bragança, Norte de Portugal, foi criado de forma acidental devido a Guerra Peninsular quando por volta de 1808 os franceses invadiram a região.
Na época, com medo das tropas francesas saquearem e tomarem seus bens conseguidos a duríssimos custos, os portugueses desta região resolveram escondê-los enterrando o que conseguissem. Inclusive seus vinhos.
Os vinhos foram enterrados, em uma “cova rasa”, no chão das adegas e dos porões das casas, nas pastagens e nas plantações de uvas e ali permaneceram até os franceses serem expulsos pelos ingleses ao fim da invasão.
Após a expulsão dos franceses, a população desenterrou seus bens e seus vinhos.
Os vinhos foram desenterrados de seus “túmulos”, sem esperança de sabor e qualidade, mas para surpresa não estragaram, mas a verdade é que estavam melhores.
Na escuridão de seus “túmulos” os vinhos adquiriram um novo sabor, um novo aroma, uma nova coloração e com um gás natural, devido à ocorrência de uma segunda fermentação na escuridão e a temperaturas naturalmente controladas.
Assim, quando desenterrados de seus “túmulos”, nascia um novo vinho: o “Vinho dos Mortos”.
E apesar do nome mórbido, é perfeito para brindar sem medo ou espanto, principalmente no verão, pois é muito leve.
Até hoje, em poucas vinícolas, o “Vinho dos Mortos” é feito de forma artesanal através do mesmo processo de sua descoberta, mantendo viva a tradição.
As uvas utilizadas na produção são: Alvarelho, Bastardo, Malvasia Fina, Tinta Carvalha e Tinta Coimbra.  As uvas Alvarelho e Malvasia são uvas brancas, mas o vinho final é um tinto de corpo leve e alta acidez.
Geralmente, o vinho termina em um nível baixo de álcool por causa do clima do norte de Portugal, sua produção é de apenas 6.500 garrafas e seu preço unitário varia em torno de 10 (dez euros).
Esta ideia inspiraram os franceses, já que durante as invasões dos alemães, na segunda guerra, também fizeram de tudo para esconder os seus preciosos néctares das garras do invasor.
Um brinde a vida com o “Vinho dos Mortos”... 


Meus Sites:
 1 – Panela Quente
(https ://panela-quente.blogspot.com.br/)

2 – Dupla Cidadania
(https://dupla-cidadania.blogspot.com.br/)

3 – Cidadão & Cidadania
(https://servicocidadania.wixsite.com/servico-cidadania)


quinta-feira, 16 de março de 2017

TRADIÇÃO E HISTÓRIA: Vinho dos Mortos

O “Vinho dos Mortos” da região do Norte de Portugal, tem uma história muito interessante. Bragança que é uma cidade localizada em Trás-os-Montes abrigava um povo duro, de origem Celta, acostumado a uma vida de comida escassa e temperaturas extremas, principalmente no inverno. O que não impediu que em 1808 os franceses invadissem a região levando o povo transmontano a esconder todos os bens que haviam obtido a duríssimas custas. Seus vinhos, por exemplo, enterraram embaixo da terra, nas adegas e casas. Após a expulsão destes pelos ingleses, a população lá foi desenterrar as suas garrafas pensando que o vinho estaria estragado, mas a verdade é que estava melhor e com gás, devido à ocorrência de uma segunda fermentação a temperaturas naturalmente controladas.

Pronto, daí nascia o Vinho dos Mortos, da região de Boticas, Norte de Portugal, perfeito para brindar sem espanto, apesar do nome, principalmente no verão, pois é muito leve. Até hoje, na região de Boticas é feito artesanalmente este processo, enterra-se por aproximadamente 12 meses em serragem, para depois ser consumido.


Esta ideia deve ter inspirado os franceses, já que durante as invasões, em especial na segunda guerra, que sofreram dos alemães, também eles fizeram de tudo para esconder os seus preciosos néctares das garras do invasor. Ainda bem que o fizeram, pois alguns desses vinhos ainda podem ser bebidos por nós.