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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

UM PASSEIO DE PAZ, TRANQUILIDADE E BOM VINHO

Uma visita à Bombarral, Distrito de Leiria, na Quinta dos Loridos, é inesquecível. A Quinta dos Loridos pertence à Bacalhôa Vinhos de Portugal que adquiriu esta propriedade no final dos anos oitenta para instalar uma unidade de produção de vinhos de alta qualidade.
Budha Garden é de uma beleza e paz impressionante, a construção começa no ano 2001, por ficar profundamente chocado com a atitude do Governo Talibã, que destruiu, intencionalmente, monumentos únicos do Patrimônio da Humanidade, o Comendador Berardo deu início, a mais um, dos seus sonhos, a construção de um extenso jardim oriental.
O maior jardim oriental da Europa, conhecido como Bacalhôa Buddha Eden, tem cerca de 35 hectares, perpetua os Budas Gigantes de Bamyan, que foram destruídos, em um dos maiores atos de barbárie cultural na época atual, apagando da memória obras-primas do período tardio da Arte de Gandhara.
Este é lugar de reconciliação, sem nenhuma tendência religiosa, mas interessante a todas as pessoas, independentemente, da religião, etnia, nacionalidade, sexo, idade, condição cultural ou social, convidando à união, comunicação e meditação, como forma de redescobrir a felicidade.
Depois deste passeio cheio de paz e harmonia, pode-se passar na loja e comprar um vinho premiadíssimo, a Quinta dos Loridos Alvarinho 2015, Branco, ele tem nuances de citrinos, ameixa amarela e frutas tropicais, combinadas com notas subtis de madeira. Seu sabor é rico, fresco, mineral e sua acidez, bem presente, está bem integrada na estrutura, apresentando um final longo e persistente.
Harmoniza-se bem com sopas, bacalhoada, pratos de peixe e alguns pratos leves de carne.
Seu preço é de cinco euros, aqui no Brasil é R$ 72,00. Portanto, não deixe de conhecer este lugar de paz e bom vinho, pois será um passeio inesquecível.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

DA PENÍNSULA DE SETÚBAL: Um ótimo vinho e um lindo lugar

Uma visita a vinícola Ermelinda Freitas é um ótimo passeio enoturístico para quem vai a Portugal, próxima de Lisboa, se localiza em Fernando do Pó, distrito de Setúbal. Este passeio tanto serve para um apreciador de um bom vinho ou para quem deseja conhecer uma história de mulheres fortes e uma belíssima propriedade. São 440 hectares para se descobrir os detalhes dos processos de vinificação antigos e atuais nos terrenos onde estão plantadas as 29 castas presentes na produção dos vinhos da marca, onde se é contada a história da família e a construção desta empresa, que se iniciou na venda de vinho a granel (sem marca) com vinhas desde 1920, e que se lançou com a primeira marca em 1997. São contadas as quatro gerações desta família que deram origem à empresa, sempre comandadas por mulheres, por curiosidade, 80% dos funcionários atuais são do sexo feminino. A empresa, iniciada em 1920 por Deonilde Freitas, continuada por Germana Freitas e mais tarde por Ermelinda Freitas, sempre dedicou especial atenção ao vinho. Pelo desaparecimento precoce do seu marido, Manuel João de Freitas, Ermelinda deu continuidade à empresa com colaboração da sua filha única, Leonor, que embora com formação fora da área vinícola, tomou a liderança da empresa reforçando assim a presença feminina na sua gestão. Nesta visita, percebe-se um lugar muito asseado, administrado com cuidado, uma linda decoração com suas premiações, uma linha de produção organizada, e no final, desta visita enoturística, provam-se cinco vinhos que acompanham produtos regionais, como o queijo, o pão, o chouriço e compotas, uma delícia de degustação, em um local lindo, um terraço com vista panorâmica para o jardim das vinhas.  Dentre estes vinhos, um chamou a atenção, Dona Ermelinda Branco 2016, é um vinho de cor palha esverdeado, aroma frutado intenso com notas a frutos tropicais e mel. Na boca apresenta-se cheio com grande equilíbrio entre os componentes. Um final persistente e agradável. Suas castas: 30% Fernão Pires, 30% Arinto, 20% Antão Vaz, 20% Chardonnay. Suas vinhas situadas em Fernando Pó, concelho de Palmela, aconselhasse guardar por 3 anos.
Harmoniza-se muito bem com pratos de peixe, saladas, massas e carnes brancas. Pode ser adquirido na própria loja uma garrafa de 375 ml, ideal para se tomar sozinha, € 2,50.
A visita custa em torno €7,50 (preços variam devido ao número de pessoas). 


segunda-feira, 8 de maio de 2017

ALTO DOURO: Vinho e natureza

A Região do Alto Douro, nordeste de Portugal, é famosa internacionalmente, pela a uva, e o produto daí resultante, os Vinhos do Porto e de mesa do Douro. Cada vez mais conhecido este néctar dos deuses da região do Douro, para quem não conhece, deverá ser visitada e explorada, pois tem uma espetacular paisagem, uma ótima hospitalidade, e uma das melhores gastronomias do mundo.
A sua beleza é fruto da natureza e dos seus habitantes, resultado do trabalho árduo e continuado de uma paisagem natural, bela por natureza, mas que se tornou única no mundo pela mão do Homem. As encostas que ladeiam o rio foram trabalhadas ao longo de séculos, partindo-se o xisto, construindo-se terraços e muros, e cultivando a vinha. O resultado é, uma paisagem única no mundo. Nas palavras do poeta Miguel Torga: “é um excesso de natureza. Um poema geológico. A beleza absoluta. ”.
Há quase dois mil anos, o vinho e o Douro, caminham juntos. Numa terra dura e difícil de transpor, o rio foi desde sempre uma via de comunicação de povos e culturas, apesar das dificuldades de navegação. Foram os romanos que introduziram técnicas de plantação das uvas e de produção do vinho, mas foi sobretudo a partir do século XVII que a produção de vinho começou verdadeiramente a crescer, com o objetivo da exportação. Em 1678, a Alfândega do Porto registra, pela primeira vez, com a designação de Vinho do Porto, os vinhos exportados pela barra do Douro.
Seguir o Douro é perder a noção do tempo e do espaço, é cruzar a fronteira do tempo e viver uma experiência inesquecível. É gravar na retina e conservar na memória a magia e o mistério de uma região de assombro e deslumbramento.
Vale a pena conhecer esta região, pela sua beleza, pelo seu vinho!