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terça-feira, 24 de julho de 2018

Caves Porto Cálem, uma Referência Mundial à Tradição do Vinho do Porto


As caves Porto Cálem, fundada em 1859, pelas mãos de Antônio Alves Cálem, localizada em Vila Nova de Gaia, é uma das mais antigas e principais adegas produtoras de Vinhos do Porto. 

Logo no seu início, o principal objetivo foi o mercado brasileiro, após esta conquista, chegou em todo o mundo, possuindo a sua própria frota de caravelas, representadas na imagem da marca. 

No ano de 1998, a empresa foi adquirida pelo Grupo Sogevinus, uma empresa com capacidade de elevar o trabalho de muitas décadas a um desenvolvimento tecnológico, fazendo assim, cada vez mais e melhor sem nunca esquecer a tradição e suas origens. Com a sua famosa gama de Vinho do Porto Velhotes, Portugal continua a ser o principal mercado para a Porto Cálem.




As caves Porto Cálem são uma referência mundial com mais de 235.000 visitantes anuais vindos de todo o mundo, ela une a tradição do Vinho do Porto e as novas tecnologias. 

Com visitas às caves Porto Cálem pode-se conhecer a Região Demarcada do Douro, de que modo é produzido o vinho do porto e ficar a par de todos os detalhes da história desta tradicional casa. 

As adegas permanecem ativas e visitáveis, exatamente lá que saberemos mais sobre as características únicas de cada tipo de vinho do porto, ao lado dos barris onde envelhecem, protegidos da luz e do calor. Os visitantes são então convidados para uma degustação de vinhos do Porto Cálem: um Vinho do Porto Branco e um Vinho Porto Tawny.


Conquistando apreciadores nos quatro cantos do mundo, o Vinho do Porto Cálem Velhotes Tawny é ideal para admiradores dos Vinhos do Porto que valorizam tradição, aliados à tecnologia e à qualidade. 


O Vinho do Porto Cálem Fine Tawny é o mais popular em Portugal, envelhece entre 3 a 4 anos em cascos de carvalho, sua cor castanha-aloirada, apresenta aromas a frutos secos e madeira. Seu sabor é aveludado, frutado e equilibrado, sua composição muito agradável.


Entre todas as maravilhas em caves Porto Cálem, há uma em especial para os amantes do fado, o "Fado in Porto", que é um show de fado com duração de 50 minutos com degustação.

Imagem original: http://fadoinporto.com




Então, um brinde à todos!
Beba sempre com moderação.







quarta-feira, 14 de junho de 2017

VINHO DOS MORTOS: HISTÓRIA E TRADIÇÃO

O “Vinho dos Mortos”, da região de Trás-os-Montes em Bragança, Norte de Portugal, foi criado de forma acidental devido a Guerra Peninsular quando por volta de 1808 os franceses invadiram a região.
Na época, com medo das tropas francesas saquearem e tomarem seus bens conseguidos a duríssimos custos, os portugueses desta região resolveram escondê-los enterrando o que conseguissem. Inclusive seus vinhos.
Os vinhos foram enterrados, em uma “cova rasa”, no chão das adegas e dos porões das casas, nas pastagens e nas plantações de uvas e ali permaneceram até os franceses serem expulsos pelos ingleses ao fim da invasão.
Após a expulsão dos franceses, a população desenterrou seus bens e seus vinhos.
Os vinhos foram desenterrados de seus “túmulos”, sem esperança de sabor e qualidade, mas para surpresa não estragaram, mas a verdade é que estavam melhores.
Na escuridão de seus “túmulos” os vinhos adquiriram um novo sabor, um novo aroma, uma nova coloração e com um gás natural, devido à ocorrência de uma segunda fermentação na escuridão e a temperaturas naturalmente controladas.
Assim, quando desenterrados de seus “túmulos”, nascia um novo vinho: o “Vinho dos Mortos”.
E apesar do nome mórbido, é perfeito para brindar sem medo ou espanto, principalmente no verão, pois é muito leve.
Até hoje, em poucas vinícolas, o “Vinho dos Mortos” é feito de forma artesanal através do mesmo processo de sua descoberta, mantendo viva a tradição.
As uvas utilizadas na produção são: Alvarelho, Bastardo, Malvasia Fina, Tinta Carvalha e Tinta Coimbra.  As uvas Alvarelho e Malvasia são uvas brancas, mas o vinho final é um tinto de corpo leve e alta acidez.
Geralmente, o vinho termina em um nível baixo de álcool por causa do clima do norte de Portugal, sua produção é de apenas 6.500 garrafas e seu preço unitário varia em torno de 10 (dez euros).
Esta ideia inspiraram os franceses, já que durante as invasões dos alemães, na segunda guerra, também fizeram de tudo para esconder os seus preciosos néctares das garras do invasor.
Um brinde a vida com o “Vinho dos Mortos”... 


Meus Sites:
 1 – Panela Quente
(https ://panela-quente.blogspot.com.br/)

2 – Dupla Cidadania
(https://dupla-cidadania.blogspot.com.br/)

3 – Cidadão & Cidadania
(https://servicocidadania.wixsite.com/servico-cidadania)


quinta-feira, 16 de março de 2017

TRADIÇÃO E HISTÓRIA: Vinho dos Mortos

O “Vinho dos Mortos” da região do Norte de Portugal, tem uma história muito interessante. Bragança que é uma cidade localizada em Trás-os-Montes abrigava um povo duro, de origem Celta, acostumado a uma vida de comida escassa e temperaturas extremas, principalmente no inverno. O que não impediu que em 1808 os franceses invadissem a região levando o povo transmontano a esconder todos os bens que haviam obtido a duríssimas custas. Seus vinhos, por exemplo, enterraram embaixo da terra, nas adegas e casas. Após a expulsão destes pelos ingleses, a população lá foi desenterrar as suas garrafas pensando que o vinho estaria estragado, mas a verdade é que estava melhor e com gás, devido à ocorrência de uma segunda fermentação a temperaturas naturalmente controladas.

Pronto, daí nascia o Vinho dos Mortos, da região de Boticas, Norte de Portugal, perfeito para brindar sem espanto, apesar do nome, principalmente no verão, pois é muito leve. Até hoje, na região de Boticas é feito artesanalmente este processo, enterra-se por aproximadamente 12 meses em serragem, para depois ser consumido.


Esta ideia deve ter inspirado os franceses, já que durante as invasões, em especial na segunda guerra, que sofreram dos alemães, também eles fizeram de tudo para esconder os seus preciosos néctares das garras do invasor. Ainda bem que o fizeram, pois alguns desses vinhos ainda podem ser bebidos por nós.